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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Apoio Pedagógico - 2º semestre 2013

Boa tarde, queridos!

O 2º semestre iniciou há algum tempo, e sem que percebamos o ano letivo já está em sua reta final.

Como é muito comum que aconteça, muitos alunos percebem-se dificultosos em relação à alguns conteúdos escolares, situação esta que impacta diretamente na nota (e inevitavelmente no desenvolvimento, autoestima e autoconfiança da criança).
Diante desta situação, necessitam de apoio pedagógico para que concluam esta etapa de sua vida escolar com êxito e merecimento.

Informo, portanto, que possuo horários disponíveis para atendimento domiciliar, oferecendo o suporte necessário para a superação do aluno.


Para maiores informações e agendamentos da avaliação inicial, entrar em contato:
 
(19) 8717-9050 / (19) 9233-2810


Realize este investimento em seu filho!

Estarei à disposição.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Fiquem ligados! Consulte as notas do Ideb 2011 das escolas públicas brasileiras e verifique como anda a qualidade da educação na escola de seu filho


Ferramenta criada pelo iG mostra as médias obtidas e as metas dos colégios, municípios e Estados desde 2007. Cada instituição tem duas avaliações: até a 4ª série e de 5ª a 8ª séries

iG São Paulo 
nota das escolas públicas brasileiras em 2011 foi divulgada pelo Ministério da Educação . Calculado a partir do desempenho dos alunos em português e matemática – Prova Brasil – e pela quantidade de estudantes aprovados em cada série, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de cada instituição é integrante da avaliação da qualidade do ensino nos municípios, redes de ensino, Estados e no Brasil. 


Para pesquisar, acesse o aplicativo disponível no seguinte link:
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2012-08-15/ideb-2011-consulte-as-notas-das-escolas-publicas-brasileiras.html

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Projeto: "Itau - Leia para uma criança"


O Itau tem tem um projeto anual muito bacana, que é o "Leia para uma criança".

O projeto trata-se do incentivo à leitura e à conscientização da importância desta prática para a formação e desenvolvimento de diversas capacidades das crianças.

Para receber gratuitamente os livros da coleção Itau - Leia para uma criança, basta solicitar através do site http://www.itau.com.br/itaucrianca/. Cada pessoa pode solicitar uma coleção, que poderá ser doada para alguém, ou lida para várias crianças.

Os livros distribuídos este ano são três seguintes:




O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado


Autores: Wood, Don ; Wood, Audrey (gosto muito......)
Editora: Brinque Book
Categoria: Literatura Infanto-Juvenil / Literatura Crianças 5-8 Anos




LINO

Autor: Andre Neves
Editora: Callis









Poesia na varanda

Autora: Sônia Junqueira



Abaixo o vídeo de divulgação da campanha (uma gracinha...):



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Plano de Aula: Diagnóstico do domínio da linguagem escrita

Diagnóstico do domínio da linguagem escrita


Objetivo

Identificar o domínio de cada aluno em relação aos padrões da linguagem escrita.

Conteúdos específicos

- Produção de texto.
- Fábulas.

Anos

Do 3º ao 5º ano

Material necessário

Folhas para escrever, lápis e borracha.
No caso de alunos com deficiência intelectual, providencie, também, uma prancha de comunicação.

Flexibilização

Para alunos com paralisia cerebral, mas com um nível razoável de compreensão, ofereça uma explicação individual a respeito da atividade que será realizada e marque no quadro todas as etapas da aula. A repetição é fundamental para o acompanhamento.

Ao invés de realizar o trabalho de reprodução da fábula individualmente, divida a turma em duplas, para que o aluno seja apoiado por um colega. Ambos devem discutir o enredo da fábula, mas o aluno sem deficiência servirá como escriba. Caso o aluno seja incapaz de falar com clareza, uma alternativa é utilizar uma prancha de comunicação - um cartaz com imagens e trechos da fábula para que o aluno com deficiência possa apontar (com as mãos ou pés) os elementos sobre os quais deseja contar algo.

Se necessário, estenda o tempo da atividade e oriente os familiares do aluno com deficiência para que releiam a história com ele em casa, antes da produção textual.


Desenvolvimento

1ª etapa

Converse com a turma sobre a atividade que você vai propor, explicando que ela será importante para o planejamento das próximas aulas e vai ajudar todos a escrever com mais segurança. A tarefa é reproduzir por escrito uma fábula (de conhecimento da turma) que será lida por você em sala.

2ª etapa

Depois da leitura, converse sobre o enredo para que as crianças se familiarizem ao máximo com a história. Você pode solicitar que contem a fábula oralmente para ter a certeza de que
todos têm condições de reproduzi-la por escrito. Por fim, peça que os alunos a escrevam por conta própria.

Flexibilização para deficiência intelectual

Peça à família ou ao AEE que leiam mais vezes a fábula escolhida e que o aluno a reconte. Em classe, tenha uma conversa antecipada com ele para que possa perceber melhor o comportamento esperado. Proponha ao grupo um reconto oral em que cada um conte parte da fábula. Combine antes qual será lida por ele. A escrita da fábula pode ser feita em dupla, se ele não for alfabético. Nesse caso, o colega será o escriba.

Avaliação

O diagnóstico é feito ao analisar os textos de acordo com uma lista de problemas e dificuldades previamente estabelecida, que considere tanto padrões de escrita como características do gênero escolhido. No caso das fábulas, uma sugestão possível é a seguinte:

Padrões de escrita

- Apresenta muitas dificuldades para representar sílabas cuja estrutura seja diferente de consoante-vogal.
- Apresenta erros por interferência da fala na escrita em fim de palavras.
- Apresenta erros por interferência da fala na escrita no radical.
- Troca letras ("c"/"ç", "c"/"qu", "r"/ "rr", "s"/"ss", "g"/"gu", "m"/"n") por desconhecer as regularidades contextuais do sistema ortográfico.
- Troca letras ("c"/"ç"/"s"/"ss"/"x", "s"/"z", "x"/"ch", "g"/"j") por desconhecer as múltiplas representações do mesmo som.
- Realiza trocas de consoantes surdas (produzidas sem vibração das cordas vocais, como "p" e "t") e sonoras (com vibração das cordas, como "b" e "d").
- Revela problemas na representação da nasalização ("ã"/"an").
- Não domina as regras básicas de concordância nominal e verbal da língua.
- Não segmenta o texto em frases usando letras maiúsculas e ponto (final, interrogação, exclamação).
- Não emprega a vírgula em frases.
- Não segmenta o texto em parágrafos.
- Não dispõe o texto (margens, parágrafos, títulos, cabeçalhos) de acordo com as convenções.

Flexibilização para deficiência intelectual

Se o aluno ainda não dominar a escrita, explore bastante o reconto oral e a leitura das ilustrações. O reconto pode ser gravado em áudio e explorado junto com todo o grupo.

Características do gênero

- Modifica o conflito principal da história.
- Não evidencia a relação entre os personagens.
- Não constrói o clímax.
- Transforma o desfecho da história.
- Não constrói o texto de modo a retomar ideias anteriores para dar unidade de sentido (coesão referencial).
- Não usa marcadores temporais.

Assim que preencher a análise de todos os alunos, faça a tabulação dos dados. Se você tiver acesso a um computador e um software de edição de planilhas (do tipo Excel), esse trabalho poderá ser feito com mais rapidez. Consolide os dados e verifique quantas vezes os problemas listados aparecem no texto de cada criança. Em seguida, registre o total de vezes que esse problema aparece em todo o grupo. Com base nesse diagnóstico, liste os problemas principais que precisam ser trabalhados com toda a turma, tratando-os como conteúdos prioritários para o semestre.

Essa análise também vai permitir que você identifique dificuldades individuais dos alunos. Uma opção para tratá-las é planejar atividades em grupos, desde que eles reúnam alunos com diferentes níveis de conhecimento. Dessa forma, os estudantes mais avançados poderão interagir com aqueles que têm dificuldades para que possam se desenvolver juntos.

Tenha cuidado ao formar esses grupos. O nível de conhecimento dos alunos deve ser variado, porém, não muito. Caso contrário, corre-se o risco de o aluno com dificuldade não conseguir acompanhar o colega mais avançado.


Consultoria: Cláudio Bazzoni

Assessor de Língua Portuguesa da prefeitura de São Paulo e selecionador do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, com base no documento Aprender os Padrões da Linguagem Escrita de Modo Reflexivo, da prefeitura de São Paulo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Musica de qualidade para crianças: Palavra Cantada

A Palavra Cantada existe desde 1994, quando os músicos Sandra Peres e Paulo Tatit propuseram criar novas canções para as crianças brasileiras. 



Em todos os trabalhos que realizaram desde então, tornaram-se linhas marcantes a preocupação com a qualidade das letras, arranjos e gravações e o respeito à inteligência e à sensibilidade da criança.





Uma ótima proposta para atividades lúdicas com crianças (exemplo: percussão corporal, com latinhas, conhecimentos sobre a cultura regional, parlendas, cantigas de roda...), ou simples (simples?) e inspirador fundo musical para horas de brincar.

Para conhecer mais sobre o grupo Palavra cantada, visitem: 
www.palavracantada.com.br

Vários álbuns estão disponíveis gratuitamente e online no site www.radiouol.com.br, basta realizar a busca através do nome do grupo.


Deliciem-se, compartilhem a dica com colegas de trabalho, e utilizem com seus alunos!



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O lúdico no ensino da Matemática

Quem não se lembra das massantes aulas de matemática? Onde se tinha que fazer milhares de exercícios, resolver problemas cabeludos, e usar várias fórmulas que custavam a demonstra-se com algum sentido ou utilidade para a nossa vida?
Pois saibam, professores e professoras, que o lúdico pode ser usado no ensino da matemática, e serve de grande e positiva influência no aprendizado dos alunos.
Como pode ser feito esse trabalho?

Através da aplicação de jogos manipulativos ou computacionais.


Exemplos:

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Kalah, ou Jogo da Colheita




Este jogo faz parte de uma família de cerca de 200 jogos denominados Mancala que, na variedade, ficou conhecida como o "jogo nacional da África". A palavra Mancala origina-se do árabe Naqaala que significa mover. Sua origem mais provável é o Egito. Acredita-se que os Mancalas teriam sido trazidos para as Américas pelos escravos africanos, o que seria mais uma contribuição cultural dos negros ao novo continente. Os tabuleiros podem ser feitos de diferentes materiais, depende da criatividade de cada um, mas deve seguir sempre a estrutura ao lado.








Veja a seguir alguns exemplos de tabuleiros do Kalah, feitos com materiais recicláveis:





Objetivo do jogo:
Para ganhar, o jogador tem como objetivo arrecadar o maior número de sementes ao final da partida em seu Kalah. Caso os dois kalahs tiverem, ao final da partida, o mesmo número de sementes, um empate deverá ser declarado.

As regras do jogo:

1 - Para iniciar o jogo, distribui-se 3 sementes em cada espaço, com exceção dos centrais que deverão conter 4 sementes. Os kalahs, situados nas laterais, devem ficar vazios.

2 - Os jogadores fazem suas jogadas alternadamente, procurando sempre acumular sementes em seu kalah.

3 - Cada jogador, na sua vez, escolhe uma casa do seu lado do tabuleiro, pega todas as sementes dessa casa e as distribui uma a uma em cada casa localizada à sua direita, sem pular nenhuma casa e nem colocar mais de uma semente em cada casa.

4 - Cada vez que passar pelo seu Kalah, o jogador deve deixar uma semente, continuando a distribuição no lado do adversário e não colocando sementes no Kalah do outro jogador (pula este Kalah).

5 - O jogo termina se um dos jogadores, na sua vez, não tiver mais sementes para movimentar. Os jogadores comparam seus Kalahs para determinarem quem tem mais sementes sendo, consequentemente, o vencedor.

Quando as primeiras regras já assimiladas possibilitarem o desenvolvimento do jogo sem muitas dúvidas, deverá ser introduzida, uma de cada vez, duas novas regras que exigem antecipação e planejamento das jogadas. São elas:
  
6 - Sempre que a última semente colocada cair no Kalah do próprio jogador, este tem o direito a jogar novamente. Ou seja, deverá escolher uma nova casa, pegar as sementes nela existente e distribuí-las uma a uma nas casas seguintes. Essa regra pode se repetir várias vezes numa mesma jogada, basta que a última semente colocada caia no Kalah várias vezes seguidas.

7 - Se a última semente colocada pelo jogador cair numa casa vazia, do seu lado do tabuleiro, o jogador "captura" todas as sementes do adversário que estiverem na casa diretamente à frente desta e coloca-as no seu próprio Kalah. Neste caso o jogador não ganhará outra jogada.

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Sudoku:

O sudoku não é um passatempo antigo que só agora foi descoberto ou divulgado. Sudoku é uma palavra japonesa que significa “números que devem estar sós”. No Japão, este puzzle tornou-se popular em 1986, mas só em 2005 se popularizou internacionalmente. A palavra “sudoku” é uma marca registada pelo editor de puzzles japonês Nikoli, Co., mas o puzzle foi criado por Howard Garnes em 1979, em Nova Iorque. Mas, são os “quadrados mágicos” do matemático suíço Euler, (1707-1783) que estão na base do conceito do sudoku !

Em 1989, um editor de jogos de computador fez a sua versão e não demorou muito que surgissem programas informáticos que gerassem sudokus. Os puzzles sudoku apareceram pela primeira vez no jornal a 12 de Novembro de 2004, no The Times.Logo outros jornais o seguiram, com outros criadores de sudokus e alastrou-se a todo o mundo, em papel, no computador, no telemóvel...

Como se joga?
Um sudoku é um jogo em que se têm de preencher as casa vazias com algarismos de 1 a 9, de modo a que o mesmo algarismo não se repita em cada linha, coluna e quadrado. 
Um jogo sudoku tem a ver com a lógica. Para facilitar a resolução de um sudoku deve procurar-se para cada casa quais os números que a podem ocupar – que são os que não aparecem já na linha, coluna e quadrados que correspondem a esse bloco. Nas casas em que só surgem um número, esse é o certo e definitivo, depois é prosseguir com o mesmo processo.  Só há uma solução para cada jogo sudoku.
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Para jogos computacionais, com uma simples busca no Google pode-se encontrar vários jogos. O professor deve conhecer e dominar o jogo antes de aplicar ao aluno.


Site de jogos de matemática:

www.jogosdematematica.net/
clickjogos.uol.com.br/jogos-de-matematica/
rachacuca.com.br/jogos/tags/matematica/


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Lembro que os jogos podem e devem ser utilizados na sala de aula ou no contexto escolar para auxiliar no ensino e aprendizado de matemática, porém não deve ser adotada a prática puramente por modismo ou diversão. O profissional deve ter em mente o objetivo pedagógico com a prática, além de avaliar posteriormente, se o resultado esperado foi ou não atingido.

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 Saiba mais sobre o assunto!!!



Jogo, Briquedo, Brincadeira e a Educação
Organizado por: Tizudo Morchida Kishimoto
Autores: vários contribuidores









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Artigo de autoria de:

Maiara Roncolatto de Carvalho


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ponta da Língua


Cheia de graça é a nossa língua, portuguesa. 
Você nem precisa aprender o á-bê-cê para rir com ela. 
Desde pequeno já ouve dizer que mentira tem pernas curtas. 
E mentira tem pernas? 
E a verdade? A verdade tem pernas longas? 
E quando dói a barriga da perna? 
Ou quando ficamos de orelha em pé? 
O que a barriga tem a ver com a perna, e orelha com o pé? 
Pra ser divertido, não leve nada ao pé da letra! 
Até porque letra não tem pé. Ou tem? 
Pé-de-meia é o dinheiro que a gente economiza. 
Pé-de-moleque, doce de amendoim. 
Dedo de prosa é papo rápido. 
Dedo-duro é traidor. 
Pão-duro, pessoa egoísta. 
E boca da noite? E céu da boca? 
É uma brincadeira atrás da outra! 
Cabeça de cebola, dente de alho, braço de mar. 
Com a nossa língua, a gente pode pegar a vida pela mão. 
Pode abrir o coração. Pode fechar a tristeza. 
A gente pode morrer de medo e, ao mesmo tempo, estar vivinho da silva. 
Pode fazer coisas sem pé nem cabeça. 
Mas brincar com palavras também é coisa séria. 
Basta errar o tom e você vai parar no olho do furacão. 
Então, divirta-se. Cuidado só para não morder a língua portuguesa! 



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O aluno colou? É hora de discutir avaliação. E regras


Melhor do que redobrar a vigilância é diversificar os meios de checar a aprendizagem. Na hora do flagrante, no entanto, não deve faltar uma boa conversa.

As táticas da cola são criativas: pedacinhos de papel pregados na sola do sapato ou camuflados em canetas, mangas de blusa ou na aba do boné. Fórmulas matemáticas ou textos minúsculos também são escritos pelos adolescentes na parede ou num cantinho da carteira. Você pode até tentar descobrir e reprimir as variadas estratégias - algumas bem antigas, outras até tecnológicas. Mas não é assim que o problema vai se resolver. Se seus alunos estão sempre colando, a primeira providência é entender o porquê. Talvez eles estejam manifestando insegurança, mostrando que não se ajustam a um ensino que privilegia a "decoreba" ou se recusando a quebrar a cabeça para provar que sabem coisas pelas quais não se interessam. De qualquer modo, essa burla às regras mostra que não há compromisso com as normas escolares e que falta eficiência ao sistema de avaliação.
Entre os motivos estão a exigência de decorar fórmulas e a aplicação apenas de provas como forma de verificar o avanço da turma. Testes de múltipla escolha, é bom lembrar, são um convite a esse tipo de fraude. O primeiro antídoto para desestimular a cópia - seja de um papelzinho, do caderno ou do vizinho - está na forma como a escola encara a avaliação.
"Se o professor avalia continuamente, passando tarefas menores, gradativas e seqüenciais, pode verificar com clareza a aprendizagem do aluno em vários momentos e de forma complementar", diz a consultora Jussara Hoffmann, de Porto Alegre. A especialista em avaliação defende em teoria o que já comprovou quando lecionava Língua Portuguesa. "Eu evitava a cola passando tarefas como uma redação, que propiciavam ao aluno responder de forma criativa e singular."
Na Escola Municipal Barbosa Romeo, em Salvador, os professores não reclamam de cola. O motivo é a proposta pedagógica da escola, que prevê como princípios valorizar o conhecimento prévio do aluno e contribuir para que ele se torne ativo e crítico. "Não queremos que os estudantes só ouçam, memorizem e respondam", diz Lane Cristina França Oliveira, professora de História e Geografia. A alternativa a esse sistema é uma avaliação processual, feita no dia-a-dia, sem necessariamente haver a aplicação de testes. Os projetos propostos têm relação com a vida e a cultura dos jovens.
Como evitar as fraudes
No Colégio Monteiro Lobato, de Porto Alegre, não há mais provas. "Nosso objetivo não é testar o aluno, mas realizar um diagnóstico para detectar deficiências no aprendizado e trabalhar esses pontos novamente", explica o professor Luciano Denardin de Oliveira. Por isso, o aluno não vê mais razão para se valer do "jeitinho brasileiro". Lá só se avalia o que já foi bem trabalhado e ninguém precisa colar fórmulas, pois elas ficam no quadro-negro, para todo mundo ver.
A prova com consulta é o melhor antídoto da cola para Gustavo Bernardo, professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. "A avaliação que dá margem à cola precisa ser abolida, proporcionando uma relação de confiança, não só do professor nos alunos, mas dos alunos no próprio saber."
As avaliações que Bernardo propõe têm o objetivo de estimular a capacidade de argumentação. Durante os testes, os alunos podem consultar cadernos, livros e até uns aos outros, desde que não copiem. "E a sala não vira uma bagunça."
Com a boca na botija
Mesmo professores que procuram diversificar os instrumentos de avaliação podem deparar com a cola em classe. Quando isso ocorria, a professora Jussara anotava o nome do estudante e mais tarde o chamava para uma conversa. Hora da bronca? Muito pelo contrário. O momento se transformava em um atendimento especial tanto na parte afetiva quanto cognitiva. Jussara mostrava aos alunos que era mais produtivo consultá-la do que recorrer ao colega ao lado: "Às vezes um grupo de alunos vinha à minha mesa dizendo não saber resolver uma questão. Se fosse preciso, respondia com eles".
Bernardo, por outro lado, não é nada tolerante com a "desonestidade intelectual" da cópia, mesmo sendo adepto de provas com consulta. Atento à facilidade propiciada pela internet, ele localiza informações roubadas de sites e dá zero ao aluno preguiçoso. "Se uma situação clara de desonestidade se apresenta, a repressão deve ser feita com rigor", argumenta. Para ele, os adolescentes precisam de regras e escola frouxa com as próprias leis ensina o aluno a colar. Isso não significa que você deve se transformar em detetive, investigador ou carrasco. Vale dizer que quanto mais autoritário o professor é com a turma, maior a probabilidade de ser vítima da cola.
Fazer vista grossa também não ajuda: se você finge que não vê, o aluno percebe o descaso e perde o respeito. O momento é de discutir com a classe o que a cola significa e debater a transparência nas relações. Bernardo aposta na abertura para o diálogo. Os alunos dele podem, por exemplo, reclamar da nota de uma avaliação, desde que o façam por escrito e assim exerçam a capacidade de argumentação. "Muitas vezes o resultado disso é melhor do que a prova."
No Colégio Estadual Emílio de Menezes, em Curitiba, a hora da prova não é momento de terrorismo, de acordo com o diretor Alcides José de Carvalho. "Damos mais ênfase à questão formativa e valorizamos o progresso do aluno independentemente de ele ser o 'melhor' ou o 'pior', da turma." Por isso, as situações de cola não são freqüentes.
Quando algum problema desse tipo acontece, o aluno é encaminhado para a orientação educacional. "Mostramos que a atitude não era correta", diz o diretor, enfatizando o cuidado de falar da atitude e não da pessoa. Ou seja, não é o aluno que está errado, e sim o que ele fez. "Temos uma grande função social de preparar o aluno para não compactuar com o modelo da chamada 'lei de Gerson', que defende que o importante é levar vantagem em tudo."
Lição para o aluno e o professor
Dentro dos padrões vigentes, a cola é um ato desonesto, assim como a mentira. Mas, para José Sérgio de Carvalho, professor de Filosofia da Educação da Universidade de São Paulo, quebrar regras nem sempre é sinônimo de falta de ética. Consultar anotações na hora da prova, para ele, não é motivo para criar um bicho-de-sete-cabeças. "Não há quem tenha freqüentado uma sala de aula sem colar ou cometer algum outro desvio das normas previstas pela escola."
A cola é uma situação potencialmente educadora, na opinião de Carvalho. "A aplicação de uma regra bem feita educa mais do que uma conversa." Para que isso aconteça, professor e alunos, juntos, devem ter discutido quais são as regras referentes ao momento da realização das provas e as possíveis punições a quem transgredi-las. Assim, o aluno saberá, de antemão, o risco que corre ao descumprir o combinado. Se pego em flagrante, deve ser devidamente punido. "Socrátes já dizia que a pena justa é aquela adequada ao delito e a quem o cometeu", cita Carvalho.
Quando a fraude ocorre e é descoberta é momento também de o professor refletir: o fato mostra que o aluno não está seguro. Mesmo sem ter aprendido, ele finge que sabe para não ser punido. "Se o estudante faz de conta que entendeu, o professor não fica sabendo qual a sua real condição e não pode ajudá-lo", diz Jussara Hoffmann. A cola, ela finaliza, é resultado de uma aprendizagem não significativa. "O aluno não cola aquilo que entende."
Refletir para entender a cola
Se a cola aconteceu em sua classe, talvez esse seja o momento de você pensar sobre o sistema de trabalho e de avaliação que vem adotando. Responder às perguntas abaixo pode ser uma boa forma de buscar soluções de fato eficientes para o problema.
. Pese o que você está exigindo nas provas. Para se sair bem nelas o aluno precisa decorar fórmulas e datas? O conteúdo que está sendo cobrado foi bem compreendido pela turma?
. Pense e discuta com colegas, alunos e direção se o método de avaliação adotado pela escola é justo e eficiente. É apenas a nota da prova que define o nível de aprendizagem da turma ou outras formas de avaliação estão sendo levadas em conta?
. Que importância você dá à nota da prova: é sempre um atestado de ignorância ou de inteligência? Ou você considera a prova uma forma de reorientar as suas ações?
. Que tal olhar sem preconceito para o aluno que foi pego colando e perguntar: por que fez isso? Teve um comportamento desonesto pura e simplesmente ou parecia inseguro e nervoso por não ter estudado direito? Às vezes o pavor é tanto que o aluno esquece tudo que estudou. Será que ele necessita de ajuda ou você precisa repensar a avaliação?
. Quando boa parte da turma tirou nota baixa, você aproveita para fazer uma auto-avaliação ou entende que o problema está na incapacidade de aprendizagem deles?
. Há transparência na sua relação com os alunos, com espaço, por exemplo, para discutir a nota?
. Antigamente, o professor podia sair da sala durante a prova, porque confiava nos alunos. Hoje, raros têm essa atitude. Imagine como seria se você deixasse seus alunos sozinhos durante a prova. Para você, isso mudaria o resultado da avaliação?
. Sua escola cria espaço para a discussão da ética? Sabemos que o comportamento ético chega a ser desestimulado na nossa sociedade competitiva e desigual. E se você transformasse o problema no mote de uma discussão?
. Você sabia que uma prova não prova nada? Uma cola também não. Se o aluno faz um lembrete não indica que ele é mau caráter.